Foto: Divulgação/Polícia Civil
Terrazza Panorâmico

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu, na manhã desta sexta-feira (29), um intermediário de um dos operadores financeiros investigados na Operação Quadro Negro, que apura o desvio de verbas para construção e reforma de escolas. Essa é a quinta fase da operação. Além do mandado de prisão temporária, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Curitiba.

Os mandados foram expedidas pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal da capital, a pedido do Ministério Público do Paraná.

O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, explicou que o homem foi contratado pela equipe do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para transportar os valores desviados.

O ex-governador do Paraná foi preso no último dia 19 de março. Ele foi detido suspeito de atrapalhar as investigações da Quadro Negro.

Nesta semana, a Procuradoria de Justiça Criminal se manifestou pela manutenção da prisão do tucano, após a defesa ter apresentado um pedido de liberdade.

Além do ex-governador, ainda são réus na operação Quadro Negro o primo do ex-governador, Luiz Abi Antoun, o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, o empresário Jorge Atherino, o ex-diretor da Secretaria da Educação do Paraná, Maurício Fanini, e o empresário Eduardo Lopes de Souza, esses dois últimos são delatores.

A Operação Quadro Negro investiga o desvio de verba que seria usada na construção e reforma de escolas do estado entre 2012 e 2015. Segundo as investigações, a Construtora Valor recebeu aproximadamente R$ 20 milhões, mas não entregou as obras.

Repórter Francielly Azevedo