Foto: Divulgação BRDE
Terrazza Panorâmico

Depois de encerrado o ciclo do ouro, Curitiba se torna ponto de parada para os tropeiros que traziam gado para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até para o Uruguai.

O general e historiador Raimundo Negrão Torres explica em seu livro Paraná, encruzilhada de Caminhos a importância da localização geográfica de Curitiba ele diz: “Os campos de Curitiba eram o maior entroncamento de Caminhos Coloniais do Continente”.

O Centro do Largo da Ordem foi o local escolhido para Fonte da Memória, uma homenagem aos tropeiros. Era esse o local que recebia as comitivas para reabastecer os mantimentos, e utensílios necessários para a viagem. Dessa forma o comércio se instalou na região.

Com a chegada do ciclo da erva-mate já nos anos de 1821, Curitiba se expande a partir do Centro Histórico atual em direção ao centro com a construção do palacete que abriga a Santa Casa de Misericórdia, às proximidades da Praça Tiradentes com a nova Catedral Metropolitana. Em outra parte da região central da cidade nas proximidades do Passeio Público, foram erguidos inúmeros casarões de conhecidos barões da erva-mate como o Barão do Cerro Azul, no local onde morou, funciona o Centro Cultural Solar do Barão. Seguindo em direção à Praça 19 de dezembro temos outras representações de casarões desta época à partir da Avenida João Gualberto.

A avenida João Gualberto antiga Boulevart 2 de julho, abriga como marca deste tempo o Palacete dos Leões, que teve a construção concluída em 1902 para a família do ervateiro Agostinho Ermelino de Leão.

Ainda há construções da época da erva-mate em Curitiba, na Avenida do Batel é possível encontrar inúmeros palacetes desta época, totalmente preservados.