Foto: Pixabay

O caso da mãe filmada deixando a filha de cinco anos na rua enquanto aparentemente ia embora sozinha no carro chama a atenção para as dificuldades de se educar os filhos e os castigos aplicados pelos pais. Segundo o especialista consultado pela CBN Curitiba, a atitude não é incomum, mas revela a necessidade de que os responsáveis entendam até que ponto pode ir o “corretivo”.

O vídeo tomou as redes sociais. Mostra um carro estacionado por alguns segundos; na sequência, o veículo arranca e começa a virar numa esquina mas para, abruptamente, e uma menina desce do veículo.

Na calçada, ela tenta abrir a porta do carro, depois passa pela frente do automóvel, que ganha velocidade deixando-a para trás.

O caso chegou ao Núcleo de Proteção à Criança, da Polícia Civil, e – segundo o delegado José Barreto – pode levar ao indiciamento da mãe por abandono de incapaz e maus tratos.

Para o professor, psicólogo e mestre em educação, Marcos Meier, a atitude da mãe não é defensável, mas afirma que a simples punição que pode ser aplicada pelas autoridades não resolve.

Meier avalia que apesar de restrições impostas aos pais, pouco se faz no sentido de orientá-los sobre educação, o que contribui para casos como o registrado em Curitiba.

Pontualmente sobre o episódio, o especialista destaca que a criança, certamente, precisará de ajuda para lidar com o trauma.

Em nota, assinada pelos advogados Igor Ogar e Dyogo Cardoso, responsáveis pela defesa da mãe, se esclarece que “o vídeo amplamente divulgado nas redes sociais não demonstra toda a dinâmica dos fatos ocorridos, o que gera prejulgamento negativo em detrimento da mãe, que nunca abandonou sua filha e nunca abandonará”.

Conforme o texto da defesa, o episódio representa fato isolado, situação que expôs não só a mãe, como a filha menor de idade, razões pelas quais “as partes estão buscando minimizar as consequências da exposição do malfadado vídeo em redes sociais”.

Ainda de acordo com os advogados, a defesa está inteiramente à disposição para esclarecimentos, primando pela preservação da menor e da unidade familiar.

Repórter Cristina Seciuk

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