Foto: Divulgação/Secretaria Municipal da Saúde

Rosa Maria é ouvinte da Rádio CBN Curitiba e procurou a equipe de reportagem para relatar uma dificuldade que encontrou na última semana. Ela é paciente do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, no Cabral, e ao chegar no local para o atendimento com horário agendado foi informada que não tinha profissional para a terapia.

Rosa Maria é aposentada. Ela nasceu com várias deficiências congênitas. Em 2005, perdeu totalmente a visão, após uma complicação no quadro de saúde. Mais tarde, em 2014, descobriu que estava com uma lesão na medula óssea, que a fez perder o movimento das pernas. 

Em 2015, ela passou por um tratamento no Centro Hospitalar de Reabilitação e teve ligeira melhora. Recebeu alta, mas o quadro voltou a piorar.

No último mês de fevereiro ela retomou o tratamento no Centro de Reabilitação com terapia ocupacional, fisioterapia e psicólogo. Um acompanhamento essencial, e a falta dele afeta diretamente na qualidade de vida da paciente.

O Centro Hospitalar de Reabilitação tem 11 anos, atende apenas por meio do SUS e oferece tratamentos especializados a portadores de doenças neurológicas, neurocirúrgicas e ortopédicas agudas ou crônicas.

No último mês de maio, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou a incorporação do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR) ao Hospital do Trabalhador (HT), formando uma única instituição, que seria mais abrangente e de referência para todo o Paraná.

Os dois hospitais pertencem à rede de unidades próprias do Estado, mas utilizavam modelos de gestão diferentes. O CHR era administrado pela Funeas e o Hospital do Trabalhador tem gestão tripartite envolvendo, por meio de convênio, a participação do município de Curitiba e governos do Estado e Federal.

O diretor do Complexo do Hospital do Trabalhador, Geci Labres Souza Junior, confirmou à reportagem da Rádio CBN Curitiba que profissionais que atuavam no CHR realmente foram dispensados, mas que isso faz parte do processo de transição.

Segundo o diretor, todo atendimento será mantido e os demais leitos serão ativados, porém, o processo deve levar até um ano.

Enquanto espera, Rosa Maria teme por ela e pelos outros pacientes.

O Complexo do Hospital do Trabalhador afirma que nenhum paciente ficará sem atendimento, eles apenas serão remanejados, ainda sem data. Quem tiver qualquer dúvida ou agendamento marcado, pode ligar para o telefone (41) 3281-2600.

Repórter Francielly Azevedo