Ao responder um recurso da defesa de Lula, o juiz Sérgio Moro admitiu rever a decisão que obriga o ex-presidente a comparecer pessoalmente nos depoimentos das 87 testemunhas convocadas pela defesa dele em um processo da Lava Jato. A ideia é evitar “maiores polêmicas”, segundo o juiz. Mas, para isso acontecer, ele pediu que a defesa de Lula também reveja a quantidade de testemunhas.

Moro considera o número “excessivo” e disse que se trata de um aparente abuso do direito de defesa. Ele pediu que os advogados do ex-presidente apresentem, em até cinco dias, esclarecimentos sobre a necessidade de interrogar 87 pessoas. O juiz quer que a defesa diga quais testemunhas são realmente imprescindíveis para o julgamento do processo.

Depois da manifestação da defesa, Moro vai decidir se dispensa o ex-presidente das audiências. A decisão do juiz tinha sido anunciada no dia 15 de abril. Na ocasião, para evitar alegações de ‘cerceamento de defesa’, Moro autorizou as 87 testemunhas, desde que Lula acompanhasse pessoalmente todas as audiências em Curitiba.

A defesa recorreu, alegando que a decisão não teria amparo legal e também feria a liberdade individual de Lula. Agora, Moro pode rever a decisão desde que a defesa também reveja o número de testemunhas. Neste processo, Lula é acusado de receber propina da Odebrecht através da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo.

Repórter Tabata Viapiana

Deixe uma mensagem