Foto: Bruno Covello/SMCS / arquivo

A paralisação desta terça (12) vai ser de uma hora e deve afetar oito terminais de ônibus da capital: Pinheirinho, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Sítio Cercado, Boqueirão, Carmo, Hauer, Capão Raso e Portão.

A manifestação começa às 15h e deve ser encerrada às 16h.

Nesta segunda-feira (11), motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba cruzaram os braços em toda a cidade. A primeira parada foi às 9h e durou até às 10h. A segunda foi à tarde, por volta das 15h. Os veículos voltaram a circular às 16h, de acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).

Muita gente se irritou com a manifestação, que cobra mais segurança no transporte coletivo. De acordo com o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, o calendário de paralisações pontuais segue firme, até 20 de setembro.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores reivindica os seguintes itens: – Instalação de câmeras em todos os veículos com monitoramento 24 horas;

– A criação da Delegacia Especializada em Crimes no Transporte Coletivo;

– O retorno do Grupo Tático Velado da Guarda Municipal nos ônibus;

Em nota, a Urbs – que gerencia o transporte coletivo em Curitiba – informou que tem 500 câmeras de monitoramento em terminais e estações-tubo, conectadas 24 horas ao Centro de Controle de Operação (CCO), e que os ônibus da frota das linhas urbanas contam com botão de pânico.

O acionamento, conforme a Urbs, pode ser feito pelo motorista ou cobrador em caso de emergência. Ao ser acionado, o sistema alerta o Centro de Controle e as empresas de ônibus.

No dia 6, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) conseguiu na Justiça um interdito proibitório. A medida proíbe o Sindimoc de obstruir o acesso de empregados e passageiros aos ônibus, às instalações das empresas e aos locais de paralisação, como praças e terminais. Ela não impede o direito de greve.

O Sindimoc garantiu que não barra a saída de veículos e nem força a participação de motoristas e cobradores.

Os protestos são contra violência no transporte coletivo. Conforme a Urbs, foram 989 roubos a ônibus na capital paranaense, de janeiro a julho de 2017.

Os casos mais violentos terminaram com a morte de dois trabalhadores.

No dia 1º de setembro, um cobrador foi baleado dentro do ônibus em que trabalhava. Ele não resistiu aos ferimentos. Já em julho, um motorista foi morto durante um assalto em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Foi na BR-116.

Nesta sexta-feira (15), a Segurança nos ônibus vai ser debatida na primeira audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública da Câmara de Curitiba. Entre os assuntos em pauta estão assaltos, assassinatos, fura-catracas e diversos problemas de segurança no transporte público.

Repórter Lucian Pichetti

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