Foto: Divulgação/Hemepar
Terrazza Panorâmico

O Hemepar, Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná, é responsável pelo maior número cadastros de doadores de medula óssea no Estado. São quase 32 mil pessoas por ano incluídas no Redome, Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.

Os voluntários garantem ao Paraná a colocação de terceiro estado no país que mais cadastra doadores, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O transplante de medula óssea pode ajudar no tratamento de até 80 doenças, como leucemia, anemia e câncer, em diferentes estágios e faixas etárias. Um fator que dificulta o procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de encontrar um cadastro conciliável são de uma em cada 100 mil pessoas, em média. A bióloga do Hemepar Jaqueline Morcelli Castro, responsável por encontrar doadores compatíveis, explica que o maior problema durante a busca é a desatualização das informações do cadastrado.

No ano passado, o Hemepar contabilizou 29 doadores de medula óssea compatíveis. A média é de seis a dez doadores a cada semestre.

Entre doadores e receptores de medula óssea não faltam histórias de emoção diante da cura de uma doença. Em dezembro de 2013, às vésperas do Natal, Franciele Salmoria com 31 anos na época, recebeu o diagnóstico de leucemia. Como muitos pacientes que passam por essa situação, Franciele recorreu a familiares e amigos para doações de sangue e de medula. A atitude inusitada de uma amiga de Franciele movimentou e motivou dezenas de pessoas para se cadastrar como possíveis doadores. Franciele Salmoria hoje curada, com 36 anos conta qual foi a atitude dessa amiga que movimentou o hospital e aumentou o número de doadores.

Franciele Salmoria hoje faz parte da ONG A União Traz a Cura onde faz palestras divulgando a importância da doação da medula óssea. Recentemente Franciele esteve em uma escola para contar a sua história. Ela pediu para que cada criança escrevesse uma carta para um paciente do mesmo hospital onde ele ficou em tratamento.

Nesta sexta-feira Franciele retorna ao hospital junto das crianças que escreveram as cartas. Ela conta de que forma será feita a entrega das cartas aos pacientes.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde. Mais informações estão disponíveis no site www.hemepar.pr.gov.br

Repórter Vanessa Fernandes

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