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O aumento no número de casos de suspeita de dengue colocou o Estado em alerta. Com 11 mil habitantes, o município de Uraí, no Norte, registrou 33 casos confirmados da doença desde agosto do ano passado. No Paraná, o total é de 129 casos em apenas 33 municípios, sendo que em dois com sinais de alarme e um considerado grave.

A chegada do verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya. A circulação do vírus no Paraná é mais intensa no Norte, no Noroeste e na região Oeste.

Um agravante é a crescente circulação do vírus da dengue tipo 2. Até o ano passado, a grande maioria dos casos registrados no Paraná, cerca de 90%, era do tipo 1. Pessoas que já são imunes ao tipo 1 ainda podem ser infectadas pela dengue do tipo 2. A Secretaria de Estado da Saúde já enviou ao município de Uraí dois equipamentos de fumacê para reduzir os mosquitos que estão no ar. Também foi reforçado o envio de repelente para uso de gestantes e crianças de até 5 anos, além de material educativo. Porém, a eliminação das larvas nos criadouros depende muito do empenho dos moradores, que precisam eliminar os focos de água parada. A chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, lembra que o principal combate à dengue é feito no dia a dia pela própria população.//

 Quem vai viajar deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença. Antes de deixar o imóvel, verifique se não está abandonando recipientes que possam acumular água e servir como criadouro para as larvas do mosquito. O verão é a estação do ano que mais concentra casos de dengue no Paraná. As temperaturas mais quentes favorecem a eclosão dos ovos do mosquito. Os ovos geralmente são depositados em água parada e podem sobreviver por mais de um ano à espera de um clima propício para se desenvolver. Ivana Belmonte lembra que pessoas que vão para o litoral nas férias também devem prestar atenção se há criadouros do mosquito da dengue.

Toda a população está susceptível a contrair a dengue, contudo existem pessoas que são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é composto, principalmente, por idosos, gestantes, bebês de 29 dias a 6 meses de vida, dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme, doença renal crônica, entre outras. Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente.

A orientação é que elas busquem atendimento de saúde logo que apresentem os primeiros sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. Dentre os sintomas estão febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral.

Com informações da Agência Estadual de Notícias, repórter Lucian Pichetti