Foto: Divulgação/Alep

O secretário de Estado da Fazenda, Renê de Oliveira Garcia Júnior, apresentou aos deputados estaduais, o resultado orçamentário e fiscal do primeiro quadrimestre de 2019 do Governo do Estado.

O Secretário falou por aproximadamente duas horas em Plenário. De acordo com os números, o Governo Paranaense teve uma receita total de R$ 16,907 bilhões. Segundo o Renê de Oliveira Garcia Jr., isto significa queda nominal de 0,8% e uma redução real de 4,86% em relação ao mesmo período de 2018.

O Estado também registrou aumento na despesa. Ela passou de R$ 15,138 bilhões no primeiro quadrimestre de 2018 para R$ 15,580 bilhões entre janeiro e abril deste ano.

O Secretário disse que esta queda se deve a alguns fatores. Um deles foi a não antecipação extraordinária de aproximadamente R$ 2 bilhões do ICMS, diferentemente do que ocorreu em 2018 e 2017.

Ainda segundo o Governo, neste ano também não houve alienação de ativos do Estado. Uma das argumentações é que no ano passado, os cofres do governo tiveram um aporte superior a meio bilhão de reais, devido à venda de ações da Sanepar.

Outra justificativa é a redução do PIB nacional, fruto da retração da atividade econômica. Segundo o governo do estado, a execução orçamentária nos primeiros quatro meses do ano ocorreu praticamente com recursos próprios.

Sobre os investimentos por setor, o governo garante que na educação, foram injetados mais de R$ 3 bilhões e 400 milhões, o que corresponde a 30,26% da receita, ou um aumento de 66 milhões na comparação com o primeiro quadrimestre de 2018.

Na área da Saúde o governo afirma ter gastado 10% do orçamento, o que corresponde à R$ 1,139 bilhão. O gasto com pessoal continua como o principal peso nas finaNças do estado. Entre janeiro e abril, o volume de recursos destinados a este fim chegou a 65,5% do total da receita.       

Representantes dos servidores estaduais acompanharam a prestação de contas nas galerias da Casa. Estavam um número reduzido, mas fizeram barulho.

Em determinado momento, o presidente da Casa, Ademar Traiano, precisou intervir. O secretário foi interrompido pelos manifestantes quando falava da crise que atinge outros estados do país.

Os servidores estaduais esperam retomar as negociações com o governo estadual. A categoria pede reajuste salarial de 17%, mas está com os vencimentos congelados há alguns anos.

Repórter Fabio Buchmann