Foto: AENPr

O levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro tem como base dados de 2017 dos regimes próprios de previdência e compõe a edição  mais recente da publicação A Situação Fiscal dos Estados Brasileiros. Divulgado agora em abril, traz entre os maiores rombos previdenciários São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais; o Paraná é o próximo da lista.

Apesar de outras unidades aparecerem em pior situação, o quadro do Paraná não pode ser classificado como confortável. A análise é da economista Glenda Lino, da Firjan.

O cenário do Paraná é de déficit de R$ 4,8 bilhões na previdência, o que – indiretamente – representa custo social de R$ 461 por habitante para cobrir o rombo. Outro ponto preocupante é o tamanho da remuneração dos aposentados, que em média é maior do que aquela paga aos servidores ativos.

Na análise da Firjan, a solução passa necessariamente pela reforma da previdência, a partir da adoção automática das mudanças a serem implementadas em nível federal também pelas demais esferas públicas.

A avaliação, entretanto, é rebatida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Paraná. Para o economista e supervisor técnico do Dieese, Sandro Silva, a análise desconsidera impactos sociais que devem surgir como consequência da reforma.

Do ponto de vista dos técnicos do Dieese, a nova previdência pode ameaçar economias locais, uma vez que em 75% das cidades paranaenses os benefícios previdenciários superam os valores do Fundo de Participação dos Municípios, que é a principal receita da maioria das administrações.

Repórter Cristina Seciuk