Foto: Agência Brasil

A senadora Gleisi Hoffmann, do PT, e o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram citados na delação premiada do empresário Marcelo Odebrecht. Por causa da prerrogativa de foro da senadora, o casal é investigado no Supremo Tribunal Federal. Marcelo contou ao Ministério Público que Paulo Bernardo teria pedido repasses via caixa 2 para as três últimas campanhas de Gleisi.

Foram R$ 150 mil na campanha à Prefeitura de Curitiba em 2008, R$ 500 mil em 2010, quando ela venceu a eleição ao Senado, e R$ 2 milhões para a disputa ao Governo do Paraná em 2014. O dinheiro teria sido descontado da conta “italiano”, que eram os valores separados pela Odebrecht para o ex-ministro Antônio Palocci. Segundo o delator, Palocci teve que autorizar os repasses. O apelido de Gleisi nas planilhas da empresa era “coxa”.

Em 2009, a Odebrecht negociava uma linha de crédito de R$ 1 bilhão junto ao BNDES para fechar negócios em Angola. De acordo com Marcelo Odebrecht, Paulo Bernardo, que na época era ministro do planejamento, teria pedido uma contribuição de US$ 40 milhões a pedido do ex-presidente Lula, para autorizar a linha de crédito. Segundo Marcelo, houve uma negociação para reduzir a contribuição para US$ 36 milhões, com a participação de Palocci.

Em nota, a senadora Gleisi Hoffmann informou que não tem conhecimento do teor das delações e só vai se pronunciar quando tiver informações oficiais a respeito. A petista ressaltou que as prestações de contas de todas as campanhas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Paulo Bernardo afirmou que nunca fez qualquer pedido ilícito ou teve conversas com executivos da Odebrecht.

Repórter Tabata Viapiana

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