Foto: Divulgação/AEN

A Polícia Civil do Paraná investiga suspeitas nas movimentações bancárias realizadas entre as contas de Aldo Marchini, da esposa Mady Lescau de Lemos Marquini, e da filha, Rebeca Lemos Marquini, e a participação deles no esquema de lavagem de dinheiro revelado nas investigações contra a empresa JMK, responsável pela manutenção dos veículos oficiais do Governo do Paraná e que é alvo da Operação Peça Chave.

Aldo Marchini aparece como sócio oculto da empresa que, de acordo com as investigações, falsificava e adulterava orçamentos de oficinas mecânicas aumentando o valor do serviço prestado e provocando superfaturamentos que chegariam a 2450%.

Ao todo, 15 pessoas foram presas no dia 28 de maio e, segundo a Polícia Civil, o prejuízo causado aos cofres públicos pelas irregularidades foi de mais de R$ 125 milhões. Todos os investigados foram soltos após vencer o período das prisões temporárias.

Agora, a Polícia Civil investiga as transações bancárias de Marchini, a fim de descobrir se ele utilizou terceiros para movimentar os valores, inclusive, uma conta bancária que teria sido aberta na Holanda.

O objetivo é saber ainda detalhes sobre a participação de Mady e Rebeca no esquema.

Segundo a Polícia Civil, entre 2015 e 2017, Aldo Marchini teria feito 75 transferências para contas da esposa, num total de R$ 304 mil e também 124 transferências para a conta da filha, superiores a R$ 1,2 milhão.

As duas mulheres aparecem ainda como sócias de duas empresas que, de acordo com a polícia, podem ter sido criadas para esconder dinheiro e patrimônio adquirido por meio de fraudes.

Em nota divulgada na época da operação da Polícia Civil, a JMK informou que o sistema que implantou no Governo do Paraná conta com transparência e economia, o que, para a empresa, “contraria interesses que estavam estabelecidos antes da assinatura do contrato”.

Já a defesa da família Marchini afirmou que apresentou todos os esclarecimentos à Justiça.

Repórter William Bittar