Foto: Divulgação AEN PR/ Jaelson Lucas

A Justiça determinou a soltura de três pessoas que foram presas em uma operação da Polícia Civil, no dia 28 de maio, suspeitas de causar prejuízo de mais de R$ 125 milhões ao Governo do Paraná, por meio da empresa JMK, responsável pela manutenção dos veículos oficiais do executivo estadual.

Nesta quinta-feira (6), a 8ª Vara Criminal de Curitiba também negou o pedido de prisão preventiva dessas pessoas. Além das três, 12 pessoas já tinham deixado a prisão nos últimos dias após o fim do prazo das prisões temporárias.

Ao todo, 15 pessoas foram presas durante a Operação Peça-Chave e 29 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra pessoas ligadas à JMK.

De acordo com as investigações, a JMK falsificava e adulterava orçamentos de oficinas mecânicas aumentando o valor do serviço prestado e provocando superfaturamentos que chegariam a 2450%.

Atualmente, a JMK é responsável pela manutenção da frota de 52 órgãos públicos.

No dia 31 de maio, a Justiça concedeu uma liminar que autoriza a Secretaria de Estado da Administração e da Previdência a pagar diretamente os consertos de veículos da frota que estão parados nos pátios das oficinas.

Segundo o Governo Estadual, dos 18 mil veículos que compõe a frota do Estado, cerca de 700 estão com ordens de serviço abertas e ainda não foram consertados.

No início da semana, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) instalou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para analisar os contratos administrativos e seus aditivos, editais de licitação, extrato de pagamentos do estado com a empresa JMK, bem como os pagamentos realizados pela JMK às empresas credenciadas para prestação dos serviços.

A Comissão tem um prazo de 120 dias para realização dos trabalhos, com direito a prorrogação por mais 60 dias.

Em nota divulgada na época da operação da Polícia Civil, a JMK informou que o sistema que implantou no Governo do Paraná conta com transparência e economia, o que, para a empresa, “contraria interesses que estavam estabelecidos antes da assinatura do contrato”.

Repórter William Bittar