Foto: Pedro Ribas/SMCS
Terrazza Panorâmico

Desde que a empresa responsável pela execução das obras na Linha Verde teve o contrato rescindido com a prefeitura municipal, a secretaria de obras públicas está fazendo um levantamento dos três lotes que estavam em andamento.

As perícias estão sendo realizadas em conjunto com profissionais do Instituto Falcão Bauer, especializado em certificação de sistemas de gestão e avaliação de conformidade com base nas normas técnicas.

O trabalho vai orientar o processo de retomada das ações nos trechos, e é necessário para a obtenção de novas autorizações do agente financiador, a Caixa Econômica Federal.

Na época da rescisão do contrato com a construtora, o prefeito Rafael Greca anunciou a ruptura e os motivos que levaram o executivo a tomar tal atitude.

A Secretaria Municipal de Obras Públicas e a Superintendência de Trânsito (Setran) farão o reforço da sinalização nos trechos das obras. Com isso novas faixas serão instaladas, serão colocados tachões para melhorar o isolamento de algumas faixas de trânsito, a instalação de novas placas também está prevista e o reforço nas barreiras físicas de proteção (guardrails).

O rompimento dos contratos foi feito após serem aplicadas 144 notificações à construtora por atrasos e inconformidades na execução das obras, em três trechos.

O primeiro lote das obras compreende o trecho que começa na altura da Avenida Victor Ferreira do Amaral e segue até o cruzamento com a Rua Fagundes Varela. O segundo vai da trincheira que ligará as ruas Fúlvio José Alice e Amazonas de Souza Azevedo sob a Linha Verde, entre o Bairro Alto e o Bacacheri. O terceiro trecho é o final da Linha Verde e liga as estações Solar e Atuba, nos limites entre Curitiba e Colombo.

A Linha Verde é uma das maiores intervenções urbanas de Curitiba e começou a ser feita em 2007. Pela via trafegam diariamente cerca de 50 mil veículos e ela é o sexto eixo de transporte da cidade e de integração de Curitiba à Região Metropolitana.

São 22 quilômetros de extensão, ligando a cidade do Sul ao Norte, desde o Pinheirinho ao Atuba, beneficiando 23 bairros numa área de abrangência onde vivem 287 mil pessoas.

Lembrando que ao final da perícia e demais levantamentos, ainda serão feitos os projetos com as correções e adequações necessárias, para então ser licitada novamente a obra.

Em nota, a empresa Terpasul informou que, em 2017, o TCU (Tribunal de Contas da União) encaminhou um relatório à Prefeitura Municipal de Curitiba questionando os projetos da Linha Verde. Segundo a nota, a empresa foi contratada para executar as obras, mas os projetos são de responsabilidade da Prefeitura e a execução dos lotes fica impraticável quando os projetos são alterados sem a realização de aditivos. A nota informa ainda que a empresa tinha capacidade financeira para a execução da obra e que a rescisão do contrato foi unilateral, uma decisão exclusiva da Prefeitura.

Repórter Vanessa Fernandes