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Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que 90,8% dos paranaenses estão endividados.

O percentual de fevereiro foi praticamente o mesmo de janeiro, mas houve aumento com relação a fevereiro de 2018 quando o índice era de 86,8%. O percentual elevado de consumidores endividados deve-se ao fato das festas de fim de ano, que motivam gastos, e por consequência, elevam o endividamento.  Além disso outros fatores comuns ao início do ano como a compra do material escolar, tributos e taxas pesam no bolso do consumidor, como explica a coordenadora do setor de pesquisa da Fecomércio Priscila Andrade.

Os consumidores paranaenses ocupam o primeiro lugar em endividamento no país com a marca de 90,8%, enquanto que os consumidores brasileiros endividados representam 61% da população. Priscila Andrade esclarece a diferença entre consumidores endividados e inadimplentes.

Entre as famílias inadimplentes, em 54,1% dos casos esse atraso ultrapassa três meses. Em janeiro, os inadimplentes correspondiam a 49,3% dentre as famílias com contas em atraso. É o maior índice de inadimplência desde janeiro de 2017, quando 56,9% dos endividados com contas atrasadas estavam com restrições na praça.

Priscila Andrade observa que houve uma redução dos consumidores com contas em atraso em relação a 2018, no entanto um aumento em relação aos consumidores com contas em atraso há mais de 90 dias. A pesquisadora alerta para necessidade destes consumidores conseguirem regularizar suas contas, caso contrário essa situação pode trazer consequências para o comércio.

Outro dado levantado pela pesquisa é o das famílias que estão na situação de endividamento. Famílias com ganhos superiores a dez salários mínimos concentraram a maior parcela de endividados com 96,4%, enquanto que as famílias com rendimento até dez salários corresponde a 89,6%.

Nesta pesquisa, o cartão de crédito continua sendo o tipo de dívida mais comum entre os consumidores do Estado, sendo apontado por 72,5%. Os financiamentos de imóveis aparecem entre 9,1% dos consumidores e o de automóveis 8,8% do endividamento das famílias.

Repórter Vanessa Fernandes