Foto: Prefeitura de Curitiba

Uma das alternativas seria a implantação de uma medida relativamente simples: a chamada Integração Tarifária Temporal, conhecida também como “bilhete único”. Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUC-PR, mostrou que este modelo de cobrança em Curitiba poderia reduzir em 25% o tempo de deslocamento dos passageiros.

A tese é defendida pela arquiteta e urbanista Jaqueline Massucheto, mestre em Gestão Urbana pelo Programa de Pós-graduação em Gestão Urbana da PUC – PR. Segundo ela, a integração tarifária temporal pode ser uma saída para o sistema de transporte público em Curitiba, que segue o mesmo modelo há aproximadamente 40 anos, apesar do inabalável status de cidade inovadora neste quesito.

A integração Tarifária Temporal consiste no pagamento de uma tarifa por tempo de uso no transporte coletivo, liberando os usuários para fazer as conexões que bem entenderem durante este período. 

Com isso, não haveria mais a necessidade da integração física, atualmente realizada nos terminais espalhados pela cidade.

A pesquisa foi baseada em dados de viagens no transporte coletivo publicados em estudo de origem-destino realizada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).

Além da redução no tempo de deslocamento, a integração tarifária temporal também esvaziaria os terminais. Jaqueline diz ainda que a medida reduziria os custos com infraestrutura. Mais de 5 mil rotas foram analisadas durante a elaboração do estudo.

A arquiteta e urbanista lembra que em tempos de aplicativos de transporte de passageiros, a administração pública precisa transformar o sistema de transporte coletivo da cidade mais competitivo.  

Em nota a prefeitura afirma que passageiros do transporte coletivo de Curitiba já têm diferentes tipos de integração temporal para trocar de linha de ônibus ou de estação-tubo sem precisar pagar nova tarifa. Um exemplo é  que acontece no entorno das ruas da cidadania, onde os passageiros economizam uma passagem no retorno aos ônibus. Segundo a Prefeitura, por ano, são mais de 600 mil usos nas integrações temporais das linhas urbanas da capital. Se contar o acesso às Ruas da Cidadania, esse atendimento sobe para quase um milhão. Diz o texto ainda que no transporte da capital, uma pessoa embarca num ponto e pode percorrer todos os 21 terminais e as mais de 300 estações-tubo pagando apenas uma tarifa. Isso ocorre em 92% da rede de transporte da cidade.

Repórter Fabio Buchamnn