Terrazza Panorâmico

Nesta quinta-feira, no auditório da Justiça Federal, em Curitiba, o Ministério Público Federal devolveu à Petrobras quase R$ 425 milhões. O valor é referente a acordos de leniência com o Grupo Technip e com a empreiteira Camargo Corrêa. E, ainda, à repatriação de valores de renúncias voluntárias, de três réus já condenados. Com mais esta devolução, o total de valores já repassados para a estatal chega a mais de R$ 3 bilhões. Um momento histórico, segundo o coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Somados a outros R$ 985 milhões, que são valores de acordos de colaboração e de leniência celebrados em investigações de outras unidades do Ministério Público Federal, o valor recebido pela Petrobras nos últimos 5 anos chega a R$ 4 bilhões. E o trabalho anti-corrupção, segundo o Procurador-Chefe , não vai parar.

Para o presidente da Petrobras, a corrupção é um crime hediondo, que gera barreira para o crescimento econômico a longo prazo e prejudica a sociedade, com a falta de recursos para aplicação em serviços básicos, como saúde e segurança pública. Roberto Castello Branco afirmou que a empresa não vai medir esforços para recuperar o patrimônio desviado.

As investigações também garantiram, até agora, o retorno de R$ 416 milhões aos cofres da União: destes, R$ 59 milhões foram transferidos para a 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, referentes ao caso Valec Engenharia; e R$ 350 milhões foram destinados para o abatimento de 30% no valor da tarifa paga pelos usuários das praças de pedágio da empresa Rodonorte nas rodovias federais do Paraná.

Repórter Marcelo Ricetti