Foto: Divulgação/Petrobras

A zero hora desta quarta-feira (30) os petroleiros pararam as atividades na Petrobras, por 72 horas. No Paraná são afetadas a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, a Usina do Xisto, em São Mateus do Sul e o Terminal Aquaviário de Paranaguá.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ignorou a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou, ontem, o movimento ilegal. Para o TST a greve é ilegal por causa de sua “natureza político-ideológica”. O tribunal estipulou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da ordem.

Os petroleiros são contra a atual política de preços da Petrobras, adotada há um ano. De lá para cá já foram praticados 115 aumentos no diesel, na gasolina e no etanol e o gás de cozinha subiu 70%. Os valores são reajustados quase que diariamente e seguem a cotação do petróleo no mercado internacional.

Os preços subiram e as cargas de produção foram reduzidas. Assim, o país, que não tem necessidade de importar petróleo, anda trazendo o produto de fora.

Para o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e de Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), Mário Alberto Dalzotti, a política de preços praticada pela Petrobras não diminui os valores nas bombas, pelo contrário.

Dalzotti também garantiu que os tanques da refinaria estão cheios e a população não deve ficar desabastecida, mas, a situação pode mudar caso a paralisação siga por tempo indeterminado.

Na sexta-feira (1º) os representantes dos petroleiros vão se reunir para avaliar se a greve se estende por mais dias. A paralisação é uma ação nacional e também está prevista para acontecer em outras regiões do país.

Repórter Lucian Pichetti

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