A operação foi deflagrada pela Polícia Federal com o cumprimento de 34 ordens judiciais, entre mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão em cinco cidades: Cascavel, Londrina, Nova Aurora, Foz do Iguaçu e Ubiratã.

De acordo com informação do delegado-chefe da Polícia Federal em Cascavel, Marco Berzoini Smith, as investigações começaram a partir do monitoramento de ações do tráfico; mas, conforme avançaram, se descobriu uma série de outros ilícitos cometidos pelo bando.

Segundo o delegado, ao longo dos quatro meses de investigação se descobriu que os suspeitos se valiam dessas outras práticas criminosas para conseguir a hegemonia do tráfico de drogas em Ubiratã, pequeno município da região oeste do estado. Todas as cidades que foram atingidas pela ação da PF eram base de operação do bando, inclusive para a distribuição dos entorpecentes.

Dentre os mandados de prisão preventiva expedidos, parte era contra pessoas que já se encontram na cadeia: quatro na Penitenciária Estadual de Cascavel e um em Foz do Iguaçu.

Esse detento da fronteira é apontado pela Polícia Federal como o líder da quadrilha, que comandava tudo por detrás dos muros da prisão.

O delegado-chefe afirma que não há indícios da participação ou conivência de agentes penitenciários e que o Depen não tinha conhecimento sobre a continuidade da atuação criminosa do preso.

Outro fato descoberto durante a investigação foi de corrupção de menor. Uma mulher atuaria junto a quadrilha no tráfico de drogas e, além disso, passou a agenciar a própria filha de treze anos para programas sexuais.

A adolescente foi levada para o Conselho Tutelar de Ubiratã.

As pessoas que foram alvos dos mandados de prisão e que estavam fora do sistema penitenciário do estado foram levadas para a Delegacia de Polícia Federal em Cascavel.

Em alguns casos, caso haja condenação, as penas podem ultrapassar os 30 anos de reclusão.

Na cela do suposto comandante da quadrilha, em Foz, foram encontrados dois telefones celulares. Durante a operação também foram apreendidas drogas e oito armas.

Repórter Cristina Seciuk

 

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