Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (21), em Foz do Iguaçu, o foragido internacional Assad Ahmad Barakat. O preso teve a prisão decretada pela justiça paraguaia no dia 31 de agosto deste ano, pelo crime de falsidade ideológica. A prisão de Assad foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal no dia 19 de setembro.

Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu, a Unidade de Informação Financeira da Argentina informou que membros do clã Barakat realizaram a compra de prêmios de 10 milhões de dólares sem declarar os valores, em um cassino na cidade argentina de Iguazu, na região conhecida como Tríplice Fronteira. A manobra teria sido feita para lavar dinheiro da organização. O governo argentino congelou bens e valores da família, que teria ligação como Hezbollah, considerado um grupo terrorista.

Ainda segundo a PF, em 2002, Assad Barakat teve sua prisão autorizada pelo STF, que julgou um pedido de extradição efetuado pela justiça paraguaia por envolvimento em delitos relacionados à apologia ao crime, evasão de divisas e falsificação de marcas de produtos.

No ano seguinte, Barakat foi extraditado para o Paraguai, onde foi condenado a seis anos de prisão pela Comissão de Delitos de Evasão de Impostos do Paraguai. A sentença foi fundamentada em provas periciais oferecidas pelo Ministério Público, que comprovou remessas ilegais de dinheiro para o exterior.

Conforme a Polícia Federal, em 2006, ele foi incluído na lista do Departamento do Tesouro dos EUA sobre indivíduos e entidades que financiam o Hezbollah na região da Tríplice Fronteira. Dois anos depois, após sua libertação, Assad Barakat continuou vivendo no Brasil e mantendo negócios no Paraguai, Argentina e Chile.

Repórter Joyce Carvalho

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