Foto: Anderson Tozato/CMC
Terrazza Panorâmico

Protocolado em julho na Câmara Municipal de Curitiba, o projeto de lei que prevê a implementação da campanha internacional “Segunda sem carne” na rede pública de ensino da cidade promete polêmicas.

A proposta é assinada pelos vereadores Goura (PDT), Fabiane Rosa (PSDC) e Katia Dittrich (SD). O texto tem como objetivo substituir a carne da merenda escolar por proteína vegetal nesse dia da semana, de modo a seguir orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, que recomendam a redução do consumo de proteína animal – principalmente a vermelha.

Apesar da justificativa apresentada pelos parlamentares, a proposta nem chegou ao plenário e já é alvo de críticas. Em discussão recente, o vereador Mestre Pop (PSC) afirmou que o projeto desconsidera a realidade da alimentação oferecida aos alunos das escolas de Curitiba.

O relato é muito semelhante ao de Paula Carvalho Tuga, mãe de um menino de nove anos, que frequenta o quarto ano na Escola Municipal Professora Joana Raksa, na Caximba.

Na semana em que soube da tramitação do projeto da Segunda Sem Carne na Câmara ela anotou as refeições oferecidas ao menino: no cardápio eram três os dias em que constava carne ou frango no cardápio, ingrediente que nem sempre apareceu, diz ela. Para a mãe, não faz sentido tirar o alimento.

Apesar das reclamações sobre a alimentação oferecida, a nutricionista e gerente da área na Secretaria Municipal de Educação, Maria Rosi Marques Galvão, afirma que as refeições e lanches servidos (dependendo do turno integral ou parcial dos alunos) obedecem o preconizado na legislação do governo federal e variam de acordo com a faixa etária.

Ela defendeu ainda que substituições podem ser necessárias, mas que o grupo alimentar nunca será alterado e – mais – a criança nunca ficará com merenda incompleta.

Em defesa do projeto, um dos autores, Goura, vereador do PDT, reforçou que ninguém tem a intenção de deixar o aluno sem comida, mas conscientizar e educar as crianças para os impactos da carne não só na saúde. 

O projeto que propõe a Segunda sem Carne aguarda análise na Comissão de Legislação da Câmara e não prazo para ir a votação.

Repórter Cristina Seciuk

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