Foto: Polícia Civil
Terrazza Panorâmico

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a explosão em um apartamento no bairro Água Verde, ocorrida no dia 29 de junho, ocasião em que um menino de 11 anos morreu ao ser arremessado do apartamento.

O delegado Adriano Chohfi da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), responsável pela investigação do caso, concluiu pelo indiciamento dos proprietários da empresa Impeseg, José Roberto Porto Correia e Bruna Lima Porto Correia, e do funcionário Caio Henrique dos Santos, que fazia a aplicação de um impermeabilizante em um sofá no momento da explosão.

Os três foram indiciados por homicídio qualificado, pela explosão ocasionada pela aplicação do produto e por lesão corporal grave. O delegado Adriano Chohfi explica os motivos das qualificadoras atribuídas aos três indiciados.

A explosão aconteceu no momento em que Caio Santos aplicava o impermeabilizante em um sofá no interior do apartamento, e a proprietária do imóvel Raquel Lamb acendeu o fogão para preparar um café. No entendimento da polícia, tanto Raquel quanto o marido, Gabriel Araújo, não foram orientados sobre os riscos da impermeabilização pelo funcionário, o que motivou o indiciamento dele pelos crimes, como explica o delegado.

O delegado Adirano Chohfi solicitou a prisão preventiva dos três indiciados, já que a empresa Impeseg foi fechada, e ambos os proprietários mudaram de residência, porém a justiça indeferiu o pedido.

O relatório do inquérito será entregue ao Ministério Público, que irá decidir se oferece ou não a denúncia à Justiça.

A CBN tentou contato com a defesa dos indiciados mas até o fechamento desta reportagem não teve retorno.

Repórter Vanessa Fernandes