Foto: Divulgação/Polícia Civil
Terrazza Panorâmico

A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (10), buscas na empresa Impeseg e na residência dos proprietários, que são alvos de investigação no caso da explosão no apartamento, no bairro Água Verde, ocorrida no dia 29 de junho.

O delegado Adriano Chohfi da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM), responsável pelas investigações destacou que na busca foram encontrados galões vazios e rótulos. O delegado conta que os rótulos encontrados eram adulterados e continham informações que não são verdadeiras, como a fiscalização da Anvisa.

O delegado Adriano Chohfi destaca ainda a falta de cuidados necessários para manipulação de produtos inflamáveis, que não eram observados pela empresa Impeseg. Adriano Chohfi conta que estes materiais eram misturados no interior da empresa e repassados como se por ela fossem produzidos.

O delegado esperava nesta busca encontrar os materiais utilizados para impermeabilização de móveis, mas só foram encontrados galões vazios, ele acredita que os proprietários retiraram os produtos da empresa após a explosão. Chohfi disse que os proprietários se comprometeram em levar amostra do produto para que seja analisado.

Chohfi relatou ainda a oitiva de funcionários da empresa, que contaram que não utilizavam equipamentos de segurança na manipulação destes produtos inflamáveis.

De acordo com o delegado, o inquérito deve ser concluído até o fim do mês de julho, ele aguarda a entrega do laudo pericial do Instituto de Criminalística, a oitiva de outros funcionários da Impeseg, bem como das três vítimas da explosão que ainda se encontram hospitalizadas. Segundo Adriano Chohfi os proprietários da empresa deverão ser indiciados por homicídio entre outros crimes, e que somente ao final do inquérito poderá afirmar se doloso ou culposo.

Nesta quarta-feira, Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), órgão vinculado à Secretaria Municipal engenheiro contratado pelos responsáveis pelo prédio da Defesa Social e Trânsito recebeu o laudo emitido pelo

Após análise do documento, a Cosedi emitiu um parecer no qual autoriza a liberação provisória do edifício para acesso aos trabalhadores que começarão a fazer os reparos necessários.

O laudo confirmou que não houve dano estrutural no prédio e, portanto, não há risco de desabamento. Mas o retorno dos moradores só será autorizado após a reforma, para eliminar riscos iminentes e para que não haja risco à segurança.

Repórter Vanessa Fernandes