Foto:Jaelson Lucas / ANPr
Terrazza Panorâmico

A Polícia Civil do Paraná cumpre oito mandados de prisão contra integrantes de duas quadrilhas suspeitas de aplicar o golpe da falsa venda de imóveis no Litoral do Paraná. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos falsos para ludibriar as vítimas e consumar as vendas. Os mandados são cumpridos em Curitiba e no Litoral.

De acordo com a Polícia Civil, uma das quadrilhas era comandada por uma mulher presa em fevereiro. Fazem parte da quadrilha o companheiro dela e mais três pessoas, incluindo um senhor de 83 anos.

A mulher e o companheiro passavam-se por proprietários e um dos suspeitos por corretor de um imóvel localizado no balneário de Guaciara, em Matinhos. O trio criou um anúncio, ofertando a falsa propriedade, em um site de compra e venda na internet, que atraiu as vítimas.

O imóvel foi anunciado por R$80 mil. As vítimas deram um sinal de R$5 mil para a reserva do imóvel e pagaram R$25 mil em cheque, no ato da assinatura do suposto Instrumento Particular de Compra e Venda.

Além disso, a quadrilha levou as vítimas para um cartório em Mandirituba ao invés de um em Matinhos, para realizar a tramitação.

O tabelião do cartório e uma escrevente juramentada, que faziam parte da quadrilha, aguardavam os suspeitos e as vítimas para lavrar a escritura pública falsa.

As investigações começaram em outubro e 2018, quando as vítimas procuraram pela polícia.

Quadrilha Albatroz

A segunda quadrilha, que não possui ligações com o grupo criminoso comandado pela transexual, era comandado por um homem de 42 anos, conhecido como “Marquinhos do Albatroz” e tinha a participação de duas mulheres de 27 e 35 anos.

A quadrilha é suspeita de vender terrenos e até uma fazenda utilizando documentos falsos em Matinhos.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, os suspeitos chegaram a vender uma única propriedade, localizada no Balneário Albatroz, para diversas pessoas ao mesmo tempo.

As investigações apontam que as vítimas teriam pago valores entre R$1 mil e R$15 mil por cada lote, valores esses, pagos em dinheiro diretamente para “Marquinhos do Albatroz” ou depositado em contas bancárias de uma das integrantes da quadrilha.

Os suspeitos também realizavam reuniões com as vítimas, onde apresentavam a necessidade de se abrir vias públicas no local e cobravam R$250 por cada lote adquirido.

Os golpes foram aplicados entre 2015 e 2018, quando as vítimas tiveram conhecimento que caíram na fraude. Eles foram tentar realizar melhorias nos terrenos e foram impedidas por um amigo do verdadeiro proprietário do local, que confirmou para as vítimas que esse golpe era recorrente na região.

De acordo com as investigações esse golpe já conta com mais de dez vítimas e o prejuízo é de aproximadamente R$100 mil, até o momento.

As investigações devem continuar com o intuito de identificar outras vítimas e responsabilizar todas as pessoas envolvidas com os crimes das duas quadrilhas.

Repórter William Bittar