A 47ª fase da operação investiga um esquema que desviou R$ 7 milhões em propinas da TRANSPETRO, subsidiária da Petrobrás.

O pagamento das vantagens indevidas partia de uma empreiteira, a NM Engenharia, e tinha como destinatário o ex-gerente para as regiões Norte/Nordeste José Antônio de Jesus, o único preso dessa etapa.

Ele é acusado de chefiar o esquema classificado como rudimentar pela procuradora Jerusa Burmann, em comparação com casos descobertos anteriormente pela Lava Jato, com atuação de doleiros, utilização de off-shores e afins.

As investigações apontam que a NM pagou propina para conseguir a obtenção e manutenção de contratos. A empresa possuiu dezenas deles com a Transpetro nas áreas de engenharia e dutos, com valor de R$ 1,5 bilhão.

José Antônio teria pedido os valores. Inicialmente, o pagamento solicitado era de 1% do valor dos contratos, mas o acerto final ficou em 0,5%.

Os indícios são de que parte desse dinheiro ficou com o próprio ex-gerente e a outra foi destinada ao Partido dos Trabalhadores, com o qual José Antônio de Jesus tinha ligações informais.

Cerca de metade dos R$ 7 milhões foram rastreados em contas de empresas inativas ligadas ao ex-gerente da Transpetro.

O restante foi objeto de saques em espécie cujo destino ainda é investigado, mas há indícios de que foi pago mensalmente em benefício do PT. Propina essa que era independente dos pagamentos feitos pela mesma empresa a pedido do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e que foram redirecionados ao PMDB conforme delação premiada assinada por ele.

O dinheiro foi repassado pela empreiteira às empresas do ex-gerente entre setembro de 2009 até março de 2014, justamente quando começou a Lava Jato, coincidência destacada pela procuradora Jerusa Burmann.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados vão responder pela prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 Repórter Cristina Seciuk

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