Foto: Divulgação/Polícia Federal
Terrazza Panorâmico

Até o final da manhã, foram cumpridos 22 mandados de prisão nas ruas, 8 contra detentos que já se encontram em presídios do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, e outros 55 de busca em apreensão nos estados de Pernambuco, Acre, Roraima e Minas Gerais.

Outras 2 pessoas foram presas em flagrante durante o desenrolar da ação, mas a PF não informou os motivos. O alvo da operação foi o núcleo financeiro de uma facção criminosa de São Paulo, e que atua em diversos estados do país.

A Investigação teve início em fevereiro deste ano, sobre a existência de movimentações financeiras na Penitenciária Estadual de Piraquara/PR.

O grupo movimentava entre 800 mil e 1 milhão de reais por mês. Este núcleo financeiro funcionava nos mesmos moldes das conhecidas pirâmides, que viraram febre no país há alguns anos, segundo o delegado da PF, e coordenador da operação Martin Bottaro Purper.  

De acordo com o coordenador da operação, a principal forma de comunicação dos presos com o meio externo era feita por meio de bilhetes.

Para dificultar a comunicação entre os presos, a Justiça decidiu suspender as visitas dos oito investigados que já estão cumprindo penas no sistema prisional, segundo o Sup da PF no PR, Luciano Flores de Lima.

Os detentos que foram alvos de novos mandados de prisão devem ser transferidos para o sistema penitenciário federal. Quase todo o dinheiro arrecadado era usado para financiar crimes violentos nas ruas, segundo o que foi apurado.

Quem não pagava as contribuições era espancado ou desfiliado da facção. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidas diversas planilhas em celulares e em cadernos de contabilidade.

Um dos delegados que participaram da entrevista coletiva, afirmou que esta Operação seria o início de uma espécie de Lava Jato contra crimes de violência.

O nome da Operação, “Cravada” é referência a uma jogada que ocorre nos jogos de xadrez. Cento e oitenta policiais participaram da ação, que teve ainda a participação do MP-PR, Gaeco-SP, Departamento Penitenciário Federal, Secretaria de Administração Penitenciária de SP e PM de SP.

Repórter Fábio Buchmann