Terrazza Panorâmico
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Depois de dez meses de investigações, a Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (06) o inquérito relacionado à Operação Hashtag, que apurou a relação de um grupo de brasileiros com o Estado Islâmico, que estaria planejando ataques terroristas para a Olimpíada do Rio de Janeiro. Mais oito pessoas foram indiciadas e podem responder por associação criminosa e promoção de organização terrorista. As penas, somadas, podem chegar a onze anos de prisão.

Além disso, outros oito investigados já tinham sido denunciados em setembro do ano passado e são réus na Justiça Federal do Paraná. Ao longo dos dez meses de investigações, a Polícia Federal cumpriu 40 mandados de prisão, oito de condução coercitiva e 26 de busca e apreensão em inúmeros estados do país. Atualmente, apenas cinco pessoas permanecem detidas no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A primeira etapa da operação foi realizada em julho do ano passado, poucas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos. Foi a primeira ação da Polícia Federal baseada na Lei Antiterrorismo, sancionada em março de 2016. Por meio de quebras de sigilo telefônico, a PF rastreou redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre os investigados, e identificou conversas sobre a possibilidade de aproveitar a Olimpíada para a realização de atos terroristas – inclusive com diálogos sobre a confecção de bombas caseiras.

Durante as investigações, a PF também verificou que alguns investigados chegaram a realizar o “batismo” ao Estado Islâmico, um juramento de fidelidade exigido pelo grupo terrorista para o acolhimento de novos membros. Eles também estavam se organizando para prestar apoio ao Estado Islâmico, com treinamento em território brasileiro.

Repórter Tabata Viapiana

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