Foto: Divulgação/Polícia Federal
Terrazza Panorâmico

Atualizada às 7h35

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de valores em 12 cidades do Paraná, em mais uma operação de combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por uma facção criminosa com atuação dentro e fora dos presídios. Até às 7h, 32 pessoas haviam sido presas na ação.

A Operação Caixa-Forte, coordenada pela Polícia Federal, é integrada pela Polícia Civil, pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais. Todos os mandados foram expedidos pela Vara de Tóxicos de Belo Horizonte.

Ao todo, são 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores/bloqueio de contas bancárias em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os mandados são cumpridos em residências e também em unidades prisionais em 18 cidades.

No Paraná, os mandados são cumpridos em Curitiba, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Pinhais e Piraquara, na região metropolitana, além de Goioerê, Londrina, Matinhos e Paranaguá.

As investigações tiveram início em novembro de 2018 e identificaram a existência de uma seção rigidamente estruturada dentro da facção, denominada “Geral do Progresso”.

O setor era responsável por gerenciar o tráfico de drogas, distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, bem como por orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados.

Segundo a Polícia Federal, contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado.

Foram identificadas 45 contas bancárias, todas bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente. A movimentação financeira ultrapassou sete milhões de reais durante o período das investigações.

Os criminosos também utilizavam o método de “depósitos fracionados” para lavar o dinheiro, realizando depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas, de forma a não se identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita às autoridades de controle de atividades financeiras (COAF), previstos na Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro. Posteriormente, o dinheiro era transferido a outras contas ou mesmo sacado em terminais eletrônicos.

Os números das contas eram enviados por integrantes de outro setor da facção, denominado “Resumo Integrado do Progresso dos Estados e Países”, responsável também pelo recebimento dos comprovantes para a realização da contabilidade geral dos valores movimentados.

Os presos estão sendo investigados pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 33 anos de prisão.

A operação desta sexta-feira é a continuação da ação que aconteceu na última terça-feira (6), quando 28 pessoas foram presas em 23 cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima e Pernambuco. Durante a Operação Cravada, 418 contas bancárias foram bloqueadas.

Na ocasião, foram cumpridos também 55 mandados de busca e apreensão.

Repórter William Bittar