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Foto: Divulgação/Polícia Civil
Terrazza Panorâmico

A Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil indiciou dois sócios da empresa JMK por lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos e organização criminosa no processo que investiga irregularidades na manutenção da frota de veículos do Governo do Paraná.

Além dos dois, mais 12 pessoas foram indiciadas pelos mesmos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, a JMK falsificava e adulterava orçamentos de oficinas mecânicas aumentando o valor do serviço prestado e provocando superfaturamentos que chegariam a 2450%.

A Polícia Civil estima que o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassa R$ 125 milhões.

A investigação começou em maio deste ano e resultou, na ocasião, na prisão de 15 pessoas durante a Operação Peça-Chave.

Segundo as investigações, além de fraudar orçamentos, a empresa ainda utilizava peças de valor e qualidade inferiores, mas cobrava como se fossem peças originais.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) que vai analisar o documento e decidir se oferece ou não denúncia contra os indiciados.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a JMK informou que “vai apresentar à Justiça todas as provas de que cumpriu rigorosamente o contrato e está à disposição do Ministério Público para qualquer esclarecimento”.

Além disso, ressaltou que “o sistema de gestão compartilhada implantado pela JMK oferecia ao Estado economia, transparência e ferramentas de fiscalização e possibilitou uma economia de R$ 96 milhões ao Estado”.

A empresa também afirmou que “mais da metade das notas foram pagas em atraso pelo Governo, gerando uma série de problemas com as oficinas contratadas, como também prejuízos para a JMK”.

Por fim, frisou que “segue acreditando na Justiça e está confiante que o Ministério Público não irá acolher o indiciamento feito pela Autoridade Policial, que desde o início tem agido com indevida precipitação na análise do caso”.

O Governo do Estado também se manifestou em nota, dizendo que “assim que assumiu, verificou indícios de irregularidades envolvendo a empresa JMK, responsável pela manutenção de veículos oficiais”.

Além disso, apontou que “em pouco mais de dois meses, houve a abertura de três processos administrativos contra a JMK e deflagrada ação policial que resultou com a prisão de seus dirigentes”.

O Estado ainda ressaltou que “neste período, o governo conseguiu autorização judicial para pagar diretamente as oficinas e atender os casos mais urgentes, já que 30% dos carros encontravam-se parados”.

 Por fim, frisou que “o contrato da JMK foi rescindido.Em paralelo, foi elaborado pela Secretaria da Administração e Previdência, com apoio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), uma concorrência pública que selecionou uma nova empresa para prestar serviços de manutenção da frota oficial”.

Repórter William Bittar