Foto: Vinícius Cordeiro / Paraná Portal
Terrazza Panorâmico

Atualizado às 8h do dia 25/06/2019

Os policiais civis fizeram uma carreata com viaturas sucateadas do Parque Barigui até o Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado. Segundo a organização do movimento, mais de 200 veículos foram reunidos, alguns deles içados por guinchos, por não estarem em plenas condições de funcionamento.

Segundo a classe, muitas viaturas, com anos de uso, têm custos elevados de manutenção, em função dos problemas mecânicos. Estiveram presentes representantes das entidades dos Praças e Oficiais da Polícia Militar, dos Agentes Penitenciários, Investigadores, Escrivães, Papiloscopistas e Delegados de Polícia.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), delegado Daniel Fagundes, afirmou que os policias querem apenas condições para continuar trabalhando.

Os trabalhadores pedem a recomposição salarial da inflação oficial do último ano, calculada em 4,94% no mês da data-base, segundo o IPCA. Segundo os profissionais, há uma defasagem de até 17% nos salários, que estão congelados desde 2016. Para os servidores, o governador Ratinho Junior (PSD) está dando um “calote” e desrespeitando uma promessa de campanha.

Milhares de servidores públicos do Paraná entram em greve a partir desta terça-feira (25) entre eles profissionais da educação e saúde. Os policiais, pela legislação, não podem fazer greve, mas adotaram medidas de apoio ao movimento.

Procurado pela reportagem, o Governo do Estado disse que não iria se manifestar sobre a entrega das viaturas sucateadas e a greve.

No entanto, uma publicação na Agência Estadual de Notícias informa que a média salarial das principais carreiras do funcionalismo no Estado cresceu entre 8,2% e 33,9% de 2016 a 2019. Mesmo sem a concessão de reajustes, o salário aumentou por conta avanços de carreira concedidos pelo Governo do Paraná.

A Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol-PR) divulgou uma nota, na manhã desta terça-feira (25), na qual afirma que o Governo do Estado recuou e pediu um prazo para apresentar um estudo de reposição salarial aos policiais. Segundo a nota, o governador Ratinho Junior se comprometeu em apresentar uma proposta, em audiência oficial com a classe, na semana que vem.

Em razão deste pedido, as paralisações e operações padrão estão suspensas até o fim do prazo solicitado pelo governo.
“Este é o último prazo, a última prova de boa vontade. Esperamos que o governo apresente boa fé e cumpra, desta vez, o combinado”, declarou o presidente da Adepol-PR, o delegado Daniel Fagundes.

Veja o protesto:

Repórter Francielly Azevedo