Foto: Divulgação/Adepol

Sindicatos e associações representativas da classe policial decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (19), adotar uma série de medidas para protestar contra o congelamento salarial dos servidores públicos estaduais.

A decisão foi tomada em reunião com a presença de representantes da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná – Adepol-PR, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná – Sidepol-PR, o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná – Sinclapol-PR, o Sindicato dos Policiais Civis do Paraná – Sindipol-PR, a União da Polícia Civil do Paraná – UPC-PR, o Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná – Sinpoapar, a Associação Brasileira de Criminalística – ABC e a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária – ADPJ. 

Segundo as entidades, os salários dos funcionários não sofre reajuste há quatro anos. Entre as medidas aprovadas está o apoio e a participação em manifestações sobre greve, como a programada pra o dia 25 deste mês.

Além disto, os policiais querem mostrar que atualmente os policiais civis e científicos estão apenas recebendo 83% do salário, quando é levado em consideração a remuneração anual e a defasagem alegada pelos servidores públicos estaduais quanto à falta de reposição da inflação. A categoria também não vai trabalhar com equipamento vencido ou defeituoso e vai obedecer estritamente as normas de segurança policial, inclusive em relação à célula mínima de 02 policiais civis por diligências e escoltas de presos.

Por meio de nota, o Governo afirmou que a meta é manter conversas com os servidores para encontrar as soluções necessárias para o impasse. Diz o texto ainda que o objetivo neste momento é encontrar uma solução conjunta para as questões que envolveriam aumento da despesa com a folha de pagamento do funcionalismo.

Ainda segundo o governo, na última sexta-feira (14), um grupo de dirigentes do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) foi recebido no Palácio Iguaçu e apresentou relatório da entidade a respeito das contas públicas.

Ficou ajustado que os dados serão avaliados e as negociações permaneciam abertas, de forma que possam ser encontrados pontos de consenso e interesse comum.

A nota é finalizada com a afirmação de que o governo está trabalhando com o objetivo de encontrar um caminho de equilíbrio, que não coloque em risco as contas públicas, e não acredita que qualquer medida extrema seja o caminho a ser seguido por parte das lideranças sindicais.