Nesta quarta-feira, em entrevista coletiva à imprensa, entidades representativas dos delegados de polícia do Estado anunciaram que rejeitam a proposta de pouco mais de 5% de reposição parcelada da inflação, oferecida pelo governo.

Segundo elas, a proposta representa ainda mais perdas para a categoria. O presidente do Sindicato dos Delegados, o Sidepol, Cláudio Marques Rolim e Silva, afirma que os policiais sentiram-se usados, nas negociações com os servidores.

Já o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná, Daniel Fagundes, explicou que o parcelamento seria aceito, desde que houvesse reposição integral da defasagem salarial até o fim do mandato do governador Ratinho Junior.

Daniel Fagundes voltou a afirmar que a Polícia Civil não fará greve e não deixará de atender a população. Mas já fala em uma Operação Padrão da categoria, que deixaria os serviços mais lentos.

Por outro lado, o presidente do Sinclapol, o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado, Kamil Salmen, alerta para algumas medidas que podem ser adotadas, caso os policiais não sejam convocados para uma nova rodada de negociações.

E, em nota, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná – Sindarspen –  alega que o anúncio da contratação de 1.269 agentes de cadeia não resolve a falta de efetivo para trabalhar nas unidades penais do Estado.

Para a entidade, eles apenas vão substituir os 1.156 de contratos temporários que vencem nos próximos dias e que estão lotados nas carceragens das delegacias.

A nota diz ainda que o sindicato continua reivindicando a implantação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários que permita a realização de concurso público para agente penitenciário.

Com colaboração de Francielly Azevedo, repórter Marcelo Ricetti.