trem
Foto: Claudio Neves/APPA
Terrazza Panorâmico

O barulho do apito emitido pelos trens que trafegam dentro da capital paranaense, será o assunto de uma audiência pública que será realizada pela Câmara Municipal de Curitiba no início de outubro.

A proposta é do vereador Bruno Pessuti (PSD), apoiada em requerimento pelos vereadores Cristiano Santos (PV) e Serginho do Posto (PSDB).  

A audiência pública pretende ouvir a empresa Rumo, concessionária da ferrovia Norte-Sul. Também serão convidados para o debate, em busca de soluções para o conflito, representantes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), da Superintendência da Secretaria Municipal de Trânsito, da Urbs, da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e de outros órgãos estaduais.

O vereador Cristiano Santos, ponderou que o apito é uma questão de segurança, conforme regras internacionais, mas ponderou que em vários pontos da cidade o apito está estridente demais. Para ele o principal problema são as passagens de nível irregulares.

Para o vereador Jairo Marcelino (PSD), enquanto as travessias não forem sinalizadas pelo município, o apito é obrigatório.

A Câmara Municipal confirmou, em outubro do ano passado, a validade da lei que desobrigou a Prefeitura de Curitiba a sinalizar as passagens de nível, por meio de placas, cancela automática ou outros dispositivos. Assim, a responsabilidade foi atribuída à concessionária da linha férrea.

Julieta Reis (DEM) reforçou que a circulação dos trens no perímetro urbano, em bairros populosos, vem sendo debatida pela Câmara Municipal de Curitiba há anos. O principal transtorno, opinou a parlamentar, “é a transposição, a travessia”. Para ela, a solução ideal seria que as locomotivas circulassem no entorno da cidade.

A audiência pública para discutir a poluição sonora causada pelo apito de trem em Curitiba, acontece no dia 3 de outubro, das 14 às 16 horas, no auditório da Câmara Municipal de Curitiba (CMC).

Repórter Vanessa Fernandes