Foto: Pedro de Oliveira/Alep

Vinte e um de abril de 1993. O Brasil foi às urnas para decidir se adotava um novo sistema de governo. A população deveria escolher entre o atual regime presidencialista, que acabou sendo mantido, o parlamentarismo onde o protagonista seria um primeiro ministro, ou a monarquia que traria de volta a figura do imperador.

A monarquia acabou na última colocação. Caso vencesse, o Imperador do Brasil seria Luiz Gastão de Orleans e Bragança, atual chefe da Casa Imperial do Brasil.

O sobrinho dele, o príncipe e cientista político Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tem reforçado o ativismo em torno das mudanças no regime. Ele tem feito uma turnê pelo país para divulgar o próprio livro “Por que o Brasil é um país atrasado?”.

Nesta segunda-feira ele falou aos deputados estaduais durante a sessão plenária. Ele foi convidado pelo deputado Felipe Francischini (SD).

Segundo o príncipe, a fórmula que compõe o sistema presidencialista está cheia de vícios e brechas. Ele diz que isto afeta a divisão de poderes prejudicando a economia além de tornar promíscuas as relações federativas no país.

Luiz Philipe de Orleans e Bragança defendeu mudanças na essência da Constituição Brasileira.

Ainda segundo o príncipe, o livro toca em um ponto importante sobre o sistema que foi adotado no país. Segundo Luiz Philipe de Orleans e Bragança, trata-se de uma cópia de outros sistemas, mas que aqui não tem funcionado.

Segundo Luiz Philippe, a publicação é uma espécie de guia. Lembrando que o príncipe também é conhecido pela criação do movimento Acorda Brasil, um dos que defendeu o impeachment de Dilma Rousseff.

Ainda segundo o autor, o livro apresenta um esboço de plano de governo, segundo princípios que ele idealiza para uma nova Constituição.

Repórter Fábio Buchmann

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