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O Ciclo do Café chegou ao Paraná no início do século XX e provocou uma grande onda de migração interna. Atraiu paulistas, mineiros, catarinenses, nordestinos e ainda mais estrangeiros.

Com os novos moradores, surgiram cidades como Londrina, Maringá, Apucarana e Cianorte.

O crescimento da cultura cafeeira foi lento e atingiu o auge na década de 1960 quando representava 60% da produção agropecuária do Paraná com 1 milhão e 800 mil hectares. Nessa época, foi criada a rodovia do Café para ligar o norte e o noroeste ao litoral. 

Por um longo período, o café foi o principal gerador de riquezas para o estado. Mas, em 1975, uma geada destruiu os cafezais como explica Patricia Santoro, pesquisadora e líder do programa Café do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).

A produção do café passou a se concentrar em pequenas propriedades rurais, principalmente com a agricultura familiar, e poucas empresas de grande porte.

Em 1960, nasceu a café Damasco na região de Curitiba. O grupo, que reuniu seis pequenas empresas, atua no mercado interno e exportação. Atualmente, faz parte de uma holding holandesa que é considerada a segunda maior empresa de café do mundo.

O Paraná tem hoje 40 mil hectares de lavoura de café. A produção chega a 1 milhão de sacas ao ano. Para 2019, a expectativa é de uma arrecadação de R$ 436 milhões.

A pesquisadora do Iapar destaca que agora o foco são os cafés especiais, com certificado internacional.