Terrazza Panorâmico

Após um pedido da defesa do ex-deputado federal Rocha Loures, a Polícia Federal confirmou ao Supremo Tribunal Federal que não tem condições de abrigar o político na carceragem da superintendência em Brasília.

No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal a Polícia Federal confirmou que não tem condições de manter presos provisórios por muito tempo.

Um dos delegados responsáveis pela custódia do ex-deputado relatou que as instalações, horários de visita de familiares e advogados são limitados.

Rocha Loures chegou a ficar preso no presídio da Papuda, no Distrito Federal, mas voltou para a carceragem da Polícia Federal no último dia 14 após receber supostas ameaças. Ao determinar o retorno do acusado para a PF, o ministro Luiz Edson Fachin alertou que a corporação deveria ter a cautela necessária para a preservação da integridade física do preso.

O advogado do político Cézar Roberto Bittencourt classificou como sub-humanas as condições em que Loures está sendo mantido.

No pedido feito ao Supremo, a defesa do ex-deputado solicita a concessão da prisão domiciliar. Caso seja atendido, Rocha Loures deve permanecer na casa dele em Brasília.  A defesa pede agilidade na análise da transferência.

O inquérito em que Rocha Loures é investigado foi instaurado no Supremo com base nas delações premiadas da JBS. O ex-deputado foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil apontados como propina. A entrega foi monitorada pela Polícia Federal em uma operação planejada para obter provas e flagrantes.

Repórter: Ana Kruger

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