Foto: Maurilio Cheli/SMCS

Em nota a prefeitura justificou o não pagamento do reajuste anual da categoria. Segundo a administração municipal, a crise fiscal em Curitiba e a crise econômica em todo o país inviabilizaram o reajuste, como ocorreu em 17 das 27 capitais brasileiras.

Diz a nota que os sindicatos foram comunicados formalmente nesta terça-feira e que graças aos ajuste fiscal, o município conseguiu pagar em dia todos os salários e também antecipar o 13º dos servidores, aposentados e pensionistas.

Ainda segundo o texto a decisão de não pagar o reajuste foi tomada pela administração após uma série de deliberações internas que envolveram a secretarias municipais de Finanças, de Administração e RH, a Procuradoria Geral do Município e o Conselho de Gestão Municipal.

A dificuldade de recuperação das receitas da cidade foi um dos principais fatores que inviabilizaram o reajuste do funcionalismo, cuja folha de pagamento consome quase metade de todo o Orçamento municipal.

O déficit orçamentário de Curitiba em 2017 é de R$ 2,1 bilhões Mesmo com as medidas tomadas pela atual gestão, não foi possível criar lastro financeiro que permitisse bancar o reajuste dos salários, segundo a prefeitura.

O assunto ganhou repercussão na Câmara Municipal. A vereadora professora Josete, do PT, disse que a prefeitura tem tirado direitos da categoria para cobrir o rombo nas contas públicas. Segundo ela existem outras formas de arrecadação.

Já a prefeitura alegou também que com a política de responsabilidade fiscal, a criação de despesas acima da capacidade financeira gera insolvência do município, inviabilizando investimentos em áreas fundamentais para a população.

A nota da prefeitura diz ainda que “mensalmente, Curitiba paga em média R$ 306 milhões a quase 47 mil servidores, aposentados e pensionistas. Para o ano que vem, o gasto anual previsto na Lei Orçamentária é de R$ 4 bilhões. Trata-se da área com maior gasto (46%) de um Orçamento total de R$ 8,7 bilhões”.

Repórter Fábio Buchmann

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