Foto: Reprodução/SMCS

Quase quatro mil pessoas não pagam passagem de ônibus, todos os dias, em Curitiba e Região Metropolitana. Os dados são referentes apenas ao mês de março, segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp). O prejuízo com essas pessoas, chamadas de fura-catracas, chega a R$ 6 milhões por ano.

Em apenas sete dias de pesquisa, quase 10 mil passageiros comuns embarcaram sem pagar passagem. Essas pessoas são consideradas como aquelas que costumeiramente pagavam passagem e de repente passaram a pular a catraca.

Para o diretor executivo das Empresas de Ônibus, Luiz Alberto Lenz César, a preocupação é grande, pois de agosto de 2017 a março deste ano, o aumento de invasões a ônibus chegou a 130%.

César também revela as estações-tubo que mais registram casos de fura-catracas todos os dias.

Além dos passageiros comuns, o número de torcedores de futebol e gangues que furam catraca também aumentou em relação a agosto de 2017. Por outro lado, o diretor ressalta que o número de estudantes que pulam a catraca está diminuindo.

César lembra que a passagem também aumenta por conta desse prejuízo causado por quem não paga a tarifa e garante que estudos já foram feitos para melhorar a estrutura das estações-tubo.

Em maio de 2016, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou uma lei contra os fura-catracas, prevendo pagamento de multa de 50 passagens, o equivalente a R$ 212,50, mas essa lei ainda depende se regulamentação sobre a fiscalização.

De acordo com a Setransp, o horário com maior número de invasões e que teve crescimento de fura-catracas é das 19h30 às 00h30.

A pesquisa da Setransp foi realizada entre os dias 19 e 25 de março, em todos os 294 pontos de cobrança de passagem, em estações-tubo e bilheterias. O levantamento foi feito em cinco dias úteis e um sábado e um domingo, como forma de se obter a média diária de invasões.

Reportagem de William Bittar