Foto: Reprodução/PRF

O número é o mais baixo da série histórica da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná que começou em 2010. Em 2018, 490 pessoas morreram nas rodovias federais que cruzam o estado, número 20% menor do que o registrado em 2017, quando 613 pessoas foram mortas por algum tipo de acidente.

Além disso, pela primeira vez, em nove anos, no número de mortes ficou abaixo de 500.

Até então, o ano menos violento foi o de 2015, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas mortas ocorreu em 2012, com 855.

Entre as principais causas dos acidentes que resultaram em mortes no ano passado estão falta de atenção do condutor, a falta de atenção do pedestre e o excesso de velocidade, como explica o policial rodoviário federal Fernando Oliveira.

De acordo com o levantamento, duas a cada três mortes ocorreram no período noturno, durante o amanhecer ou anoitecer. Juntos, as colisões frontais e os atropelamentos representam mais da metade dos óbitos registrados nas rodovias federais do estado.

Oliveira também apresenta um perfil das vítimas. Segundo ele, a cada cinco mortos, quatro eram homens.

O número de pessoas feridas também diminuiu em 2018, na comparação com 2017. Foram 8.108 feridos no ano passado contra 9.461 do levantamento anterior. O número de acidentes também caiu de 10,6 mil para 7,8 mil.

Ações de fiscalização

Em 2018, os policiais rodoviários federais flagraram 3.858 motoristas dirigindo sob efeito de bebidas alcoólicas no Paraná.

Outros 24,4 mil foram autuados por manobras irregulares de ultrapassagem. E mais de 296 mil tiveram as placas de seus veículos capturadas por radares portáteis da PRF, por transitar acima dos limites máximos de velocidade.

A PRF também constatou 2.104 crianças sendo transportadas sem cadeirinha, assento de elevação ou bebê-conforto.

As equipes da PRF emitiram ainda 14,5 mil autos de infração por não utilização do cinto de segurança.

Repórter William Bittar