Foto: Venilton Küchler/SESA
Terrazza Panorâmico

Foi confirmado no fim da tarde desta terça-feira (20), o primeiro caso de sarampo em Curitiba. O paciente é um homem de 54 anos, que manifestou os primeiros sintomas, procurou atendimento médico e no último fim de semana teve a doença confirmada.

De acordo com a secretária municipal de saúde Marcia Huçulak, o estado de saúde do paciente é estável. A secretária destacou que este é um caso importado da doença e que o paciente pode ter tido contato com pessoas contaminadas em uma viagem de trabalho, possivelmente no estado de São Paulo.

Após a confirmação do caso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) agiu fazendo o bloqueio de todas as pessoas que tiveram contato com o paciente contaminado. A ação de bloqueio consiste em examinar e vacinar todas as pessoas que mantiveram contato com o paciente, como explica Marcia Huçulak.

A secretária municipal de saúde alerta ainda para os sintomas mais comuns ao sarampo e que devem motivar o paciente a procurar uma unidade de saúde.

O último caso de sarampo em Curitiba havia sido registrado em 1998, quando foram notificados 500 casos da doença que ocasionou uma morte.

O paciente, que teve o caso de sarampo confirmado, é um homem de 54 anos. A médica infectologista da secretaria municipal de saúde Marion Burger destaca que pessoas mais velhas podem desenvolver complicações por conta da doença, por isso caso o paciente não saiba se foi vacinado deve procurar uma unidade de saúde.

No Paraná este é o segundo caso de sarampo registrado neste ano. O primeiro foi em junho no município de Campina Grande do Sul. São Paulo está em estado de alerta para sarampo desde o mês de junho.

Marion Burger ressalta que quem for viajar a São Paulo deve se vacinar com pelo menos duas semanas de antecedência.

A vacina contra o sarampo é aplicada em duas doses, na chamada tríplice viral que combate o sarampo, a caxumba e a rubéola, a partir de um ano de idade. A vacina é recomendada a pacientes até os 49 anos, e está disponível nas 110 unidades básicas de saúde.

Repórter Vanessa Fernandes