Foto: William Bittar

Somente nesta quarta-feira (30), mais de 5,3 mil pessoas foram imunizadas contra a febre amarela nas unidades básicas de saúde de Curitiba. Para efeito de comparação, no dia 21 de janeiro, pouco mais de 1,6 mil doses foram aplicadas. O aumento significativo se deu após a confirmação do primeiro caso da doença no Paraná, registrado em Antonina, no Litoral do Estado.

Um jovem, de 21 anos, foi internado no Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, contraiu a febre amarela após passar alguns dias em Guaraqueçaba, também no litoral.

Na manhã desta quinta-feira (31), a espera para a vacinação na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, no bairro Rebouças, passava de uma hora e vinte minutos.

A Luiza Perotti Ribeiro foi para a fila nesta manhã para receber a imunização e também vacinar o filho Noah, de 4 anos. Ela está com uma viagem programada para Morretes.

Quem também enfrentou filha foi a estudante Gabriela Lopes dos Santos. Ela vai para o Litoral de Santa Catarina, mas mesmo não sendo área de risco, preferiu não arriscar.

O diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, doutor Alcides Oliveira, conversou com a CBN Curitiba e comentou o aumento considerável de procura pela vacinação. Desde o início de janeiro, mais de 43 mil vacinas foram aplicadas na capital.

Além do caso registrado em Antonina, mais 29 notificações de suspeita de febre amarela foram feitas em todo o Paraná. Alcides Oliveira afirma que, mesmo entre as cidades com recomendação da vacina, nenhum caso foi notificado em Curitiba.

A Prefeitura de Curitiba disponibiliza a vacinação nas 110 unidades básicas de saúde, de segunda à sexta-feira, de acordo com o horário de funcionamento da sala de vacinas de cada unidade.

Quem já tomou esta vacina uma vez na vida não precisa refazer. Se a pessoa não tomou ou se não tem certeza se tomou, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para receber a dose.

Devem tomar a vacina contra a febre amarela quem tem de 9 meses a 59 anos de idade.

Repórter William Bittar