Foto: Reprodução / SMCS

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), foram registrados 144 casos de meningite desde o início do ano, com 14 mortes. Em 2018, foram 1.601 casos dos mais variados tipos, com 108 mortes.

A doença é geralmente causada por uma infecção viral, mas também pode ter origem bacteriana ou fúngica. Além, ainda, por outros microorganismos, como parasitas, ou até por complicações de outras doenças, entre elas o sarampo e a pneumonia.

Mesmo com números dentro da média histórica da doença de meningite no Paraná, a procura pela vacinação causou falta de doses em clínicas particulares e postos de saúde do Paraná, na última semana.

O problema, segundo a Sesa, está no recebimento de doses por parte do Ministério da Saúde em quantidades insuficientes há mais de um ano. De acordo com a Secretaria de Saúde, a demanda da vacina meningogócica C conjugada é de 88 mil doses por mês e o ministério envia uma média de 66 mil.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirma que não há motivos para um alarde da população com relação aos casos de meningite.

O Hospital Pequeno Príncipe informou que a procura pela vacinação aumentou em 200% na última semana, o que gerou a falta da dose da meningocócica do sorogrupo B e o estoque da ACWY é pequeno. A expectativa é que um novo lote chegue entre quinta e sexta-feira desta semana.

A coordenadora do Centro de Vacinas do Pequeno Príncipe, Heloísa Giamberardino, lembra os principais sintomas que podem levar os pais a ficarem atentos com as crianças.

A CBN Curitiba também entrou em contato com outras quatro clínicas particulares que oferecem a vacina meningocócica do sorogrupo B e ACWY. Todas afirmaram que têm doses disponíveis para a população e o valor de cada dose varia de R$ 500,00 a R$ 600,00 para o Tipo B e R$ 300,00 a dose da ACWY.

Repórter William Bittar