Foto: MPF-PR

O livro traz estudos de caso de crimes de colarinho branco que ficaram impunes no Brasil e ainda faz uma reflexão sobre as dificuldades no combate à corrupção no País.

De acordo com o procurador Diogo Castor de Mattos, existe no Brasil uma diferenciação no tratamento entre quem comete um crime como roubos e furtos e aqueles relacionados à corrupção. É a premissa de que os crimes são cometidos apenas por aqueles que têm baixa renda ou baixa escolaridade.

Para o procurador, a discussão sobre o término do foro privilegiado deve ser ainda mais profunda, apesar da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir o benefício em alguns casos. Diogo Castor de Mattos lembra que há propostas para o fim do privilégio tramitando no Congresso Nacional e espera que os políticos deem este passo adiante.

Integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, Diogo Castor de Mattos ainda defendeu as delações premiadas durante a entrevista à CBN Curitiba. Ele lembrou do caso do doleiro Alberto Youssef, que ficou preso por três anos em regime fechado e firmou um termo de colaboração. A partir disto, foi possível descobrir mais casos de corrupção relacionados a contratos da Petrobras.

O lançamento do livro “O Amigo do Direito Penal” está marcado para esta quinta-feira, a partir das sete horas da noite, na Livraria Saraiva do Shopping Crystal. No mesmo local haverá um bate-papo sobre a obra com os procuradores Diogo Castor de Mattos, Carlos Santos Lima e Deltan Dallagnol.

Repórter Joyce Carvalho

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