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Com a grande geada de 1975, as lavouras cafeeiras deram espaço a soja e ao trigo. No oeste e sudoeste do Paraná, a migração foi de gaúchos. Os catarinenses das cidades do interior também vieram em grande número. Os imigrantes buscavam empregos e melhores condições de educação e saúde. 

A soja era cultivada no verão e o trigo no inverno, como explica o pesquisador da área de melhoramento de cereais do Instituto Agranômico do Paraná, Carlos Riede (lê-se Ridi).

Nessa época, surgiram as primeiras cooperativas que foram fundamentais para a transformação do Paraná em uma potência agroindustrial. Entre as primeiras fundadas está a Coamo, em Campo Mourão, na região noroeste. A cooperativa nasceu para reunir produtores de trigo e depois foi a vez da soja.

Atualmente, o Paraná tem a segunda maior produção de soja do país, com mais de 19 milhões de toneladas. São 5,4 milhões de hectares cultivados. Metade do que produz é exportada para a China, segundo Marcelo Garrido, economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.  

Já a produção de trigo estimada para esse ano é de 3,3 milhões de toneladas. São mais de 1 milhão de hectares.

Maior produtor do país, o Paraná responde por 63,2% do trigo brasileiro.

O analista da cadeia de trigo do Deral, Carlos Godinho, conta que o estado também se destaca na moagem do cereal.