Foto: Lucian Pichetti

Os professores da rede estadual de ensino do Paraná decidiram suspender a greve da categoria, iniciada no dia 25 de junho. A decisão saiu de assembleia, na manhã deste sábado (13), em frente ao Palácio Iguaçu.

De acordo com o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, os trabalhadores da educação aprovam a nova proposta de reajuste aos servidores estaduais. O texto foi apresentado nesta sexta-feira (12), pelo governador Ratinho Junior.

Proposta definitiva

A nova proposta do governo é de pagamento parcelado, de 5,09% de aumento. A primeira parte, de 2%, seria paga em janeiro de 2020. As outras duas parcelas, de 1,5% cada, ficariam para janeiro de 2021 e janeiro de 2022, condicionadas ao crescimento de pelo menos 6,5% da receita líquida do Estado.

O presidente da APP esclarece que, até a nova assembleia geral, a categoria segue mobilizada.

Entre as mudanças da nova proposta está a retirada da condicionante que acabaria com a licença-prêmio. Hermes Leão cita os principais avanços.

Ao entregar a proposta definitiva ao Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES), o líder do governo na assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), afirmou que Ratinho Júnior está cumprindo a data-base de seu governo.

Reposição de aulas

Segundo o governo, as aulas da rede pública deverão ser repostas no recesso escolar. O ensino é considerado o serviço mais afetado pela greve. Sem reposição, o governo informou que haverá desconto em folha pelos dias parados e lançamento de faltas.

Também foi divulgado que haverá concursos públicos, para a contratação de 2.560 policiais militares, 400 policiais civis, 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 agentes de cadeia, 400 profissionais da saúde, 80 para a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária) e 988 professores.

As demais categorias em greve decidem em suas assembleias, se aceitam ou não a proposta.

Repórter Lucian Pichetti