Foto: Divulgação

A maior parte dos interessados em adotar crianças tem a preferência por bebês. Aí, o tempo de espera pode levar cinco, seis, sete anos. Enquanto isso milhares de crianças mais velhas continuam em abrigos, a espera de uma família.

O programa de Apadrinhamento Afetivo não resolve o problema, mas possibilita a essas crianças a oportunidade do convívio familiar e da criação de laços com pessoas de fora da instituição de acolhimento. É uma atividade regulamentada pelo Governo Federal desde 1999, mas que só foi prevista em lei no dia 22 de novembro deste ano.

Na Grande Curitiba o apadrinhamento é centralizado pelo Projeto Dindo, um programa que prepara, habilita e acompanha pessoas que desejam apadrinhar crianças e adolescentes acolhidos em instituições da capital e Região Metropolitana. O advogado e vice-presidente do Grupo Romã, de apoio a adoção, José Carlos Silva, o Marinho, explica como os interessados devem proceder para apadrinhar.

Marinho explica que, com o passar do tempo, o padrinho pode levar a criança ou adolescente para conviver com sua família, normalmente em fins de semana.

As crianças e adolescentes participantes são aquelas que residem em instituições de acolhimento e são mais velhas, ou seja, com chances remotas de serem adotadas.

Para participar do projeto, o padrinho deve ter no mínimo 21 anos de idade e comparecer à Oficina de Esclarecimento (2 encontros com palestras gratuitas, com rodas de conversas e vivências), ministradas por juristas, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. As inscrições devem ser feitas por meio do site www.juscidadania.org.br.

Mais informações pelo telefone: 3590-3419.

Repórter Lucian Pichetti

Deixe uma mensagem