Foto: Pedro de Oliveira/Alep
Terrazza Panorâmico

A matéria é assinada por 11 deputados chegou a entrar na pauta de votação em uma sessão extraordinária para segunda discussão, mas recebeu emendas e voltou para a Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo.

A proposta permite exclusivamente a venda de cerveja e chope a partir da abertura dos portões para o público, até o fim do evento esportivo.

Um dos autores, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) afirmou que o consumo de bebida alcoólica não tem relação direta com casos de violência dentro ou nos arredores dos estádios. Para Romanelli, o principal beneficiado com o projeto será o torcedor.

Já para o deputado Gilson de Souza (PSC) a liberação da bebida nas arenas esportivas pode estimular a violência. Ele votou contra o projeto e disse que pensa na segurança das famílias que vão aos estádios.

Antes de iniciada a discussão em plenário, o deputado Marcio Pacheco (PPL) apresentou um requerimento pedindo a retirada do projeto da pauta de votação. O pedido foi negado pela presidência.

Na tribuna, deputados favoráveis e contrários à liberação das bebidas alcoólicas se revezaram nos discursos na sessão desta segunda-feira. Para o deputado Missionário Ricardo Arruda (PEN), o projeto esbarra no Estatuto do Torcedor.

O placar da primeira votação foi de 23 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção. Já na segunda discussão o projeto nem chegou a ser votado, pois recebeu emendas que precisam ser analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça antes de serem votadas em plenário. Uma das emendas é explicada pelo deputado Requião Filho (PMDB).

A discussão sobre o tema foi acompanhada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba, Fábio Aguayo, que afirmou que a liberação da venda de cerveja e chope dentro dos estádios vai gerar emprego e renda para o Paraná.

Repórter Fábio Buchmann

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