Terrazza Panorâmico

Quebra-quebra na Câmara Municipal de Pinhais. Servidores municipais protestaram contra um projeto de lei da Prefeitura, que tira benefícios da categoria e reduz salários. A votação e aprovação da proposta ocorreram em meio a um cenário de guerra dentro do plenário.

A sessão desta quarta-feira (4) virou um campo de batalha na Câmara Municipal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Centenas de servidores municipais foram protestar contra um projeto de lei da Prefeitura que corta gratificações e abono salarial.

O projeto foi apresentado pela prefeita Marli Paulino (PDT). Entre as medidas estão o congelamento dos salários dos servidores por seis meses, além da redução de 15% nos salários da própria prefeita, da vice-prefeita, dos secretários e dos funcionários com cargos comissionados.

Desde o início da sessão houve bate-boca entre moradores, favoráveis ao projeto, e servidores municipais, que tentavam barrar a votação.

A leitura da pauta de votações ocorreu em meio a um “apitaço” e troca de agressões entre dezenas de pessoas na frente da mesa diretora.

Foram dezenas de vídeos postados em redes sociais sobre a confusão. Em outro momento da votação, os vereadores foram chamados de “vendidos”.

Apesar da confusão, a proposta foi aprovada por unanimidade, com 17 votos. Após o fim da sessão, pelo menos seis pessoas foram detidas pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar, suspeitos de agressão.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Pinhais, Murilo França, se posicionou no site oficial da entidade. Ele classifica a proposta como uma “traição”, e espera que a prefeita converse com o sindicato sobre o projeto.

Os projetos foram classificado pelos servidores como “Pacote de Maldades”.

A Prefeitura de Pinhais se manifestou por meio de nota, e garante que as medidas são para prevenir o impacto da crise econômica no município. Diz o texto ainda que após os 180 dias de congelamento dos salários dos servidores, as medidas serão reavaliadas.

Repórter Fábio Buchmann

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