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O dia 22 de julho será o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná. O projeto que institui a data no Calendário Oficial de Eventos foi aprovado em segunda discussão na Assembleia legislativa do Paraná (Alep). A data é proposital. É o dia em que a advogada Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair do 4º andar do prédio em que morava na cidade de Guarapuava, onde câmeras de segurança registraram o marido dela, Luis Felipe Manvailer agredindo a esposa antes da queda.

A deputada Cristina Silvestre (PPS) autora do projeto, diz que o objetivo vai além de se instituir um dia de conscientização, pretende ampliar o debate sobre os crimes dessa natureza em todo o estado. A ideia é promover, na rede estadual de ensino, seminários e palestras sobre o tema.

A parlamentar conta ainda que já apresentou outras propostas que visam proteger mulheres vítimas de violência.

O que motivou a parlamentar a apresentar o projeto foi o crescimento desse tipo de crime no Paraná e no Brasil.

Dados do Monitor da Violência, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que ano passado, foram 1.173 casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero. Em 2017, esse número foi de 1.047 casos. A pesquisa foi feita com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

No Paraná, os números demonstram alta. Em 2018, foram 61 casos contra 41 em 2017, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP/PR). O assassinato de mulheres em razão do gênero passou a ser considerado homicídio qualificado e crime hediondo em 2015.

Repórter Vanessa Fernandes