Foto: Francielly Azevedo

O promotor de Justiça, João Milton Salles, do Ministério Público do Paraná (MP-PR) afirmou que é impossível que o jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, tenha estuprado ou tentado estuprar a mulher de Edison Brittes Júnior, que confessou ter matado o jogador.

A afirmação foi dada nesta quarta-feira (7), na saída da Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde aconteceu o depoimento do comerciante.

Além de acompanhar o depoimento, o promotor esteve na casa onde o crime foi iniciado e também na estrada rural onde o corpo de Daniel foi localizado na manhã do dia 27 de outubro.

O promotor também descartou a motivação passional do crime, pois, segundo ele, o homicídio não foi cometido por apenas uma pessoa e que aquelas que participaram, poderiam sim, ter evitado a morte do jogador.

Milton Salles também ressaltou que qualquer pessoa que estava na casa escutaria qualquer pedido de socorro que viesse de dentro do quarto do casal, pois a distância da porta do quarto para o espaço da festa é muito pequena.

Edison Brittes, Cristiana Brittes, esposa de Edison, e Allana Brittes, filha do casal, seguem detidos na Delegacia de São José dos Pinhais. Eles estão presos temporariamente, mas o delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, já revelou que vai pedir a conversão para prisão temporária.

Os três já prestaram depoimento e serão indiciados por homicídio qualificado.

Repórter William Bittar